Meu olhar nasce de uma herança cultural: um pai designer, uma mãe professora e uma avó que me ensinou cedo que “podem tirar tudo de você, menos a cultura”. Cresci entre abundância e escassez, aprendendo que conhecimento é o único patrimônio que atravessa crises.

Formada em diferentes áreas — por vias acadêmicas, técnicas e autodidatas — construí um repertório que integra arte, pensamento estratégico e experiência vivida. Venho de um lar cristão onde a busca por sabedoria sempre foi um princípio, não um discurso.

Minha motivação nunca foi apenas chegar, mas buscar. Colecionar experiências reais, não versões idealizadas da vida. Como diz Vossoughi: “meu projeto favorito é o próximo.”

Observo a natureza, a criação divina e humana, os processos criativos, a psicologia do comportamento e tudo aquilo que é belo, justo e significativo. A arte, em suas múltiplas formas, é meu campo de investigação contínua.

A imagem, a narrativa e o processo são meu território. Caminhei por eles como observadora, aprendiz e criadora ao longo de toda a minha vida.

Meu trabalho conecta arte e estratégia para criar conceito, essência e significado. Atuo como forma de expressão, presença e comunicação autêntica. Tudo começa com uma ideia — mas antes da ideia, existe o olhar.

Hoje, esse olhar também é atravessado pela experiência da maternidade como estado radical de presença.